Todos nós escolhemos livremente nossos caminhos. Pressionados pelas emoções, baseados em nossos sentimentos, envolvidos em nossas ilusões. Escolhemos ao preferir esta ou aquela oportunidade, ao fazer este ou aquele conceito, ao colocar em nossos próprios olhos as lentes com as quais preferimos enxergar a vida, as pessoas, as coisas.
Tudo é escolha nossa. Apesar disso, muitas vezes, revoltamo-nos quando, ao toque da realidade - que sempre toma o nome de desilusão, o reflexo de nossas escolhas nos atinge com o coração, com resposta diferente da que esperávamos, porém a única possível como reação de nossos atos.
Enganar-se na escolha é fato tão comum a nós todos quanto a presença do sofrimento e da dor, instrumentos de reajuste a que, por isso, fizemos jus. Revoltar-se diante das consequências dos nossos próprios atos é tão ingênuo e inadequado quanto nossa teimosia em conduzir a vida como se ela pudesse obedecer-nos, servindo às nossas fantasias e infantilidades.
É claro que todos continuamos em nossa trajetória, escolhendo novos rumos e recebendo as respostas e estímulos da vida, porém, colhendo sempre o que plantamos.
Quem sabe encontre em nossas emoções e lutas, reflexos de nossos anseios mais íntimos e, desta forma, perceber por antecipação as respostas que a vida nos daria neste ou naquele roteiro, e poder assim nortear nossas escolhas para colocar em nossos caminhos mais alegria, mais felicidade e mais paz.


Nenhum comentário:
Postar um comentário